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Malásia envia jovens afeminados a acampamento de reeducação


PEQUIM - Um grupo de cerca de 60 adolescente classificados como de "inclinações afeminadas" foi enviado pelas Autoridades de Educação do estado de Terengganu, no noroeste da Malásia, a um acampamento de reeducação e treinamento para fomentar sua masculinidade e dissuadi-los de serem gays. A medida provocou a ira de grupos de defesa dos direitos homossexuais e críticas da ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento das Comunidades, Sharizat Abdul Jalil, que qualificou a iniciativa como ilegal e traumatizante para os meninos. Ela pediu o fim destes programas. A informação foi publicada pelo site do jornal espanhol El Pais.
Os meninos, de 13 anos foram escolhidos para fazer um curso de quatro dias de duração, disse o diretor de Educação do estado, Razali Daud, ao jornal local New Strait Times. Razali negou tenham sido obrigados a assistir ao curso, encerrado na quarta-feira, que incluía aulas de religião e motivação, além de assessoramento físico. Ele disse que os adolescentes foram "convidados" a participar e que após o curso, seriam supervisionados por seus orientadores.
- Não é uma cura da noite para o dia - disse. Não podemos forçar os meninos que mudem, mas queremos fazer com que conheçam suas opções na vida. Alguns jovens afeminados acabam como travestis ou homossexuais. Queremos fazer tudo o que for possível para limitar isso - disse Razali.
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Grupos que defendem a igualdade de gêneros repudiaram a iniciativa, afirmando que tais acampamentos "incitam a homofobia e o preconceito, e violam os direitos das pessoas que são percebidas como diferentes".
A ministra Sharizat Abdul Jalil acrescentou que a situação pode gerar danos psíquicos aos meninos.
A homossexualidade é tratada como tabu na Malásia, país majoritariamente muçulmano, e onde o sexo entre homens é considerado ilegal. A sodomia é castigada com penas que podem chegar a 20 anos. No entanto, a lei é aplicada eventualmente de forma aleatória, embora em alguns estados, as pessoas que se travestem em público sejam punidas com prisão.
Esta é a primeira vez que Terengganu, um estado conservador, conhecido por suas ilhas de água cor turquesa, implanta este programa, embora no passado já tenha incentivado iniciativas para promover a moralidade muçulmana, como oferecer luas de mel grátis para salvar casamentos em crise.

Fonte: O Globo
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