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ENTREVISTA: Lucinha Araújo

Foto: Divulgação
Ela é mãe de um mito uma guerreira brasileira e acabou de escrever o livro O TEMPO NAO PARA-VIVA CAZUZA-EDITORA GLOBO contando a história dos 20 anos da sociedade Viva Cazuza instituição essa que ela comanda e foi criada logo após a morte do grande mito Cazuza. Essa é minha segunda entrevista com Lucinha Araujo e cada entrevista que eu faço fico mais encantado. 


Jonnathan- Como surgiu a idéia de escrever esse livro sobre os 20 anos da Sociedade Viva Cazuza? 

Lucinha Araujo: Surgiu da necessidade de completar a trilogia, iniciada pelos livros “Cazuza, só as mães são felizes” e “Cazuza, preciso dizer que te amo” e também de contar a história dessa aventura que foi montar a Viva Cazuza, assim como as histórias de vida das crianças, nossas lutas e vitórias.

Jonnathan- Nesses 20 anos de Viva Cazuza quais os momentos de maior alegria e maior tristeza q a senhora teve?

Lucinha Araujo: Maior alegria é saber que as crianças estão bem de saúde e a maior tristeza foi perder nesses 20 anos três crianças.

Jonnathan-Como a senhora vê o futuro da instituição?

Lucinha Araujo: Com muito otimismo, mas também com muito receio.

Jonnathan-A senhora já pensa em uma pessoa pra substituí-la no comando da instituição. Quando a senhora não puder mais?

Lucinha Araujo: Penso nisso todos os dias, mas espero viver mais uns 10 anos e ter tempo de escolher uma pessoa. Porque tenho que escolher muito bem essa instituição é um pedaço de mim e do meu filho.

Jonnathan-A senhora disse em varias entrevistas que se sente muito feliz quando está na instituição. Como é a rotina da senhora na instituição?

Lucinha Araujo: Costumo chegar depois do almoço e ir embora às 19 horas e procuro acompanhar o máximo possível todos os acontecimentos das crianças, funcionários. Aqui é minha segunda casa para não dizer a primeira. Porque mesmo quando não estou fico pensando em como esta correndo tudo aqui na instituição.

Jonnathan-Quais as maiores dificuldades que as crianças passam por serem soropositivas perante a sociedade. O preconceito ainda é grande?

Lucinha Araujo: Conviver com uma doença que não tem cura é por si só uma dificuldade que não deve ser minimizada, por mais que o tratamento tenha melhorado dando qualidade e quantidade de vida aos pacientes. Quanto ao preconceito ele ainda existe, mas acredito que diminuiu muito.

Jonnathan-A sociedade Viva Cazuza passa por dificuldades, a senhora disse recentemente. O que a audiência do portal NOTICIA G pode fazer pra ajudar a instituição?

Lucinha Araujo: Acredito que a Aids, como causa, precisa de visibilidade, e todos os meios de comunicação são importantes para isso. É fundamental que continuemos falando de prevenção e da importância na adesão ao tratamento.

*Entrevista concedida a Jonnathan Alves.


Sobre o Colunista:
Jonnathan AlvesJonnathan é estudante de Jornalismo e colunista do blog NOTICIA G.
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