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ABGLT condena perfil homofóbico que já tem 15 mil adeptos no Twitter


O rápido crescimento de um perfil homofóbico no microblog Twitter é um ataque à cidadania e um incentivo a violência. É essa a avaliação de Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transsexuais), em entrevista nesta quinta-feira (18) ao UOL Notícias.
Ativo desde o início do dia, o perfil @HomofobiaSIM defende abertamente a discriminação a homossexuais e a violência contra mulheres. No perfil que diz existir "pela moral e família", defende-se que "a maioria dos homossexuais pouco ou nada acrescenta para a sociedade" e que eles são "os responsáveis pela propagação de DSTs [doenças sexualmente transmissíveis] no mundo".
"Isso mostra que muitos homofóbicos estão saindo do armário e que se sentem confortáveis hoje em incentivar violência, como a que aconteceu na avenida Paulista e a da marcha no Rio de Janeiro", afirmou Reis.Em menos de duas semanas, dois eventos distintos ligados a homofobia aconteceram. Em São Paulo, jovens ricos atacaram pessoas supostamente por serem homossexuais na avenida Paulista. No Rio de Janeiro, um militar baleou um rapaz de 19 anos em meio a uma parada de orgulho gay.
"Nunca pensei que teria de ver pessoas assinando manifesto a favor da homofobia e é isso que tem acontecido. Temos que ter mais paradas para mostrar que existimos, não somos doentes nem pervertidos. Fazemos parte da sociedade e não vão nos excluir com violência nem com perfis homofóbicos no Twitter ou onde for na internet", disse Reis.
Referência a outra polêmica
No perfil homofóbico, há ataques generalizados e também outros que fazem referência ao preconceito contra nordestinos de uma tuiteira de São Paulo. A jovem Mayara Petruso defendeu a morte de nordestinos por terem sido decisivos na eleição da petista Dilma Rousseff como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso levou a diversas ações contra ela no Ministério Público.
Ao comentar o episódio em que jovens ricos agrediram homossexuais na avenida Paulista, uma mensagem do perfil homofóbico dizia: "Um viadinho brasileiro foi espancado, ai que está o erro, ele deveria ter sido é morto, acabe com Aids, mate um gay".As mulheres também não são poupadas no perfil criado hoje. "Se você não bate na sua mulher, ela não ira te levar a serio", escreveu o autor. "As mulheres que defendem os homossexuais são hipócritas. Nenhuma mulher que se preze quer ter um filho gay", diz outra mensagem.
O presidente da ABGLT afirma que os ataques são uma espécie de nazismo porque incentivam preconceito generalizado. "Os argumentos que eles usam para nos atingir são usáveis para qualquer um. Tire gay e coloque negro. Ou coloque nordestino. Ou coloque mulher. Eles encontram alguém para culpar por alguma situação e usam as mesmas táticas de agressão", afirmou.
Fonte: Recebemos por e-mail
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