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Miguel Rômulo fala sobre temática gay e carreira


A polêmica em torno de temas como aborto e união civil entre pessoas do mesmo sexo que rondou a recente campanha presidencial encontra respostas simples e diretas nas palavras do ator Miguel Rômulo, de 18 anos.

Acho que dizer ‘eu sou gay’ hoje em dia é até fácil. Complicado é dizer ‘eu concordo com a homossexualidade’. Acho mais difícil se posicionar a favor do que assumir uma sexualidade diferente. Quando você precisa se posicionar, as pessoas caem em cima, criticam”, diz ele com intimidade no assunto, já que atualmente vive o filho de um transexual na comédia “Tango, bolero e cha cha cha”.

O espetáculo - que tem 10 anos e direção de Bibi Ferreira - é sucesso de público no Rio de Janeiro e marcou a estreia de Miguel nos palcos. Antes, ele havia emendado seis novelas e dois filmes, desde que começou a atuar.
“Não me sinto cansando, não. Faço o que gosto. Comecei com seis anos fazendo alguns comerciais, mas depois fui para as novelas. Estou fazendo meu trabalho, meu dinheiro, minha fama, conhecendo pessoas. Estou gostando de estar aqui”, diz ele que, no dia da entrevista estreava também a carteira de motorista e as chaves do carro no bolso. Confira mais!

EGO:Desde que você começou a trabalhar você só ficou dois anos fora do ar. Não cansa, não?
MIGUEL RÔMULO:É bom pra caramba! Não me sinto cansando, não. Faço o que gosto. Comecei com seis anos fazendo alguns comerciais, mas depois fui para as novelas. Comercial foi bem pouquinho. Lembro de um em que até aparecia em uma campanha política, levantando uma bandeira, devia ter uns sete anos. Vendo imagens antigas vejo que minha orelha era igual a do Dumbo. Depois, fui crescendo em torno dela (risos).

Como foi crescer em frentes às câmeras, já que começou a atuar tão cedo?
Foi muito legal, mas não senti muito isso porque meu personagem em “Caras & Bocas”, que foi minha última novela, ainda era muito meninão, fazia a linha fofinho. Daí, acho que as pessoas não perceberam muito. Tem umas pessoas que tomam um susto quando me encontram na rua. Dizem que sou muito grande (risos). Eu tenho 1,87m, e diziam que isso não aparecia no Felipe, de “Caras”. Também forçava a voz para ele parecer mais bobo.

Você tinha projeto de fazer teatro ou foi inesperado?
A ideia era acabar “Caras & Bocas" e pronto. Renovei meu contrato e não ia fazer nada. Mas rolou o convite da Maria Clara Gueiros, e topei na hora. Ainda mais essa peça que tem 10 anos.

E foi tranquilo fazer o teste para entrar na peça?
Não foi, não (risos). Para ser sincero, o Edwin Luisi, que faz a Lana Lee na peça, me achava meio alto e achou que talvez não encaixasse tão bem no papel. Mas ganhei o personagem na primeira cena que fiz. Edwin gostou e disse: “É ele!”.

Bateu insegurança por ser um veículo novo de interpretação?
Um pouco. No dia da estreia, estava tenso, queria ir ao banheiro (risos). Tremia, mas quando dei a primeira fala, foi. Mas é muito bom. Parece que é uma peça nova todo dia. A gente não zoa a peça, mas brinca muito com ela, sabe respeitar o texto.

Rolou alguma insegurança por estrear sob a direção de Bibi Ferreira?
Nunca bateu medo, não. Fiquei feliz por ter a oportunidade de estrear e ser dirigido por ela. Poder colocar no meu currículo da vida que fui dirigido por Bibi Ferreira.

A peça lida com uma questão sexual. Como isso bateu para você? Teve medo de ser rotulado por alguma coisa?
Acho que dizer “eu sou gay” hoje em dia é até fácil, o complicado é dizer “eu concordo com a homossexualidade”. Acho mais difícil se posicionar a favor do que assumir uma sexualidade diferente. Quando uma pessoa é, ela é e pronto. É uma coisa que não precisa falar. Agora quando você precisa se posicionar, as pessoas caem em cima, criticam.

Já foi criticado por participar de uma peça com essa temática?
Nem um pouco. Tenho amigos gays, eu não sou, mas tenho amigos homossexuais, amigos heterossexuais. Algumas pessoas até falaram, mas isso nunca bateu para mim. Minhas decisões são tomadas por mim e minha família. O que bateu foi o fato de a peça ser boa, de ter a Bibi Ferreira na direção. Na verdade, eu nem lembro que o Edwin Luisi faz uma mulher, de tão bem que ele faz. Para mim são três mulheres (Edwin, Maria Clara Gueiros e Márcia Cabrita) e dois homens (Miguel e Carlos Bonow) no elenco (risos).

Como acompanhou a discussão da questão da união civil entre pessoas do mesmo sexo na campanha presidencial do segundo turno?
Não concordo com a abordagem que os candidatos fizeram. Acho que quando uma pessoa assume a função de presidente, fica responsável pelo país. Não tem essa de “não vou meter nessas questões”. Como assim? O cara vai assumir a responsabilidade de um país, tem que se meter, sim, em qualquer coisa. Não dá para tirar o corpo fora de nenhum assunto, muito menos de questões como homossexualidade e aborto, que mexem com a vida de muita gente.

Em algum momento você vai tirar férias?
Sim, claro (risos)! Mas vou tirar férias quando eu realmente quiser. Por enquanto está bom demais trabalhar. Se eu não quisesse fazer a peça, estaria de férias. Mas eu quis muito fazer, trabalhar. Tenho 18 anos, cara! Nem sou maior de idade nos Estados Unidos ainda (risos). Estou bem aqui! Estou fazendo meu trabalho, meu dinheiro, minha fama, conhecendo pessoas. Estou gostando de estar aqui.

Fonte: EGO
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