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SP: mapa da homofobia mostra que Avenida Paulista e centro concentram agressões

Mapa da Homofobia mostrou que Paulista e Centro concentram agressões contra homossexuais em SP - Reprodução TV Globo

Um serviço de denúncias ajudou a Prefeitura de São Paulo a traçar um mapa das agressões provocadas pela homofobia na capital paulista. Os ataques estão concentrados no centro expandido da cidade, que inclui a Avenida Paulista, onde dois casos de violência aconteceram nas últimas semanas. São áreas que concentram bares e locais frequentados pelos homossexuais.

De acordo com o mapa da homofobia de São Paulo, das mil denúncias de agressões recebidas pelo serviço, 50% aconteceram no centro expandido. Depois, 19% na região Leste; 16% na região Sul; 9% na Zona Norte; e 6% na Oeste.

As denúncias mostraram que as agressões acontecem em situações cotidianas, na rua, no trabalho ou dentro de casa. Normalmente, os agressores atuam em grupos e agridem pelas costas, sem chance de defesa para a vítima.

- Os agressores atacam com covardia, pelas costas, de forma a surpreender a vítima. E sempre em maior número - afirma Franco Reinaldo, representante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo.

A gente achava que essa violência acontecia de forma esporádica e não tão escancarada dessa forma, que tivesse vínculo da vítima com o agressor. Isso dá uma certeza da impunidade dessa agressão
O que chamou a atenção dos pesquisadores é a proximidade dos agressores e das vítimas. Segundo as denúncias recebidas, em 54% dos casos os autores das agressões conhecem os alvos. Em 16% dos casos eles são pessoas da própria família, e em 38% são conhecidos, colegas de trabalho ou vizinhos.

Franco Reinaldo afirma que existem casos de morte, mas eles não estão contabilizados nesta pesquisa. Ele lembra que aumentou o número de denúncias, mas não é possível saber se aumentou o número de casos de agressão.

- Um levantamento do Grupo Gay da Bahia mostrou que a cada dois dias, um homossexual é assassinado no país - diz Franco.

O mapa da homofobia de São Paulo mostrou que a maioria das agressões acontece contra homens homossexuais de 25 a 39 anos de idade.

- A gente achava que essa violência acontecia de forma esporádica e não tão escancarada dessa forma, que tivesse vínculo da vítima com o agressor. Isso dá uma certeza da impunidade dessa agressão. Recebemos denúncias com frequência, principalmente da região da Paulista. São pessoas que saem com o intuito de atacar os homossexuais - diz Franco Reinaldo.

Em pelo menos um caso os agressores não ficaram impunes. Os quatro menores suspeitos de agredirem jovens na Paulista com lâmpadas fluorescentes, num caso motivado por preconceito contra homossexuais, estão internados na Fundação Casa (ex-Febem) por determinação da justiça. Se forem considerados culpados, os quatro poderão ficar até três anos na instituição. Um rapaz maior de idade que estava com eles está com pedido de prisão que deverá ser analisado pela Justiça. Eles respondem por tentativa de homicídio, lesão corporal e formação de quadrilha contra quatro vítimas.

O travesti Miriam Queiroz e a transexual Taís Souza, que trabalham em uma Organização Não Governamental (ONG) que auxilia travestis e moradores de rua no centro de São Paulo contam que elas mesmas já foram vítimas de agressões diversas vezes.

- Perdi as contas de quantas vezes eu fui agredida. Motoqueiros me jogaram frutas e até cachorro-quente - diz Miriam

- A sociedade até hoje é preconceituosa e não admite a diferença - diz Taís.

O gráfico Geilson Félix de Lima foi agredido há um ano quando saía de uma balada gay com amigos.

- Bateram nas costas, empurraram, jogaram contra a parede. Falaram que gay tinha que apanhar, que gay não tinha que ter liberdade, não tinha de ter direito nenhum, que o mundo era deles - relatou ele.

O objetivo do trabalho da Prefeitura de São Paulo é servir de base para políticas públicas que melhorem o policiamento nas regiões onde as agressões acontecem. Conscientizar os comerciantes dessas áreas para que aceitem esse público também é uma das ações que podem ser feitas.

- As razões que levam pessoas a agredir outras por comportamento sexual diferente são imcompreensíveis. Há casos de heterossexuais que foram confundidos com homossexuais, por estarem usando brincos ou uma roupa mais moderna, e acabaram sendo agredidos. Isso leva a crer que pessoas que não se enquadrem nos padrões de comportamento são alvos - diz Franco Reinaldo.

Nesta terça-feira, a polícia divulgou o retrato falado de um jovem que teria agredido dois rapazes que andavam de mãos dadas pela Paulista.

Fonte: O Globo
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2 comentários :

  1. Já tenho dito que estudos antropologicos levam a crer que animais tendem a ser agressivos com outros do mesmo sexo, raramente do sexo oposto. Nos casos em que um macho passa a ter identidade feminina poderá ser agredido por outra fêmea nunca por um macho. Resumindo os agressores de homossexuais nada mais são que homossexuais enrustidos, mulherzinhas que não tiveram a oportunidade de "sair do armário". Este ódio interno é descarregado em seus iguais sexuais.

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  2. "Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje.
    Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade".
    Dr.Drauzio Varella

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